Aventure-se: as viagens da Highland Adventures
 
Voltamos de Myanmar no final de janeiro, depois de três semanas lá. Para os novatos na Ásia, um grande universo foi aberto. Para os veteranos da  Ásia, um grande circuito foi completado. 

Começamos  a viagem fazendo jus ao slogan “be the first to go”. No Arquipélago de Mergui, éramos os únicos, ou quase.  Chalé na areia, pé na areia, réveillon na areia, tudo na areia. Estávamos em casa. Ilha Grande 200 anos atrás, sabe como é? Foi muito bom, e foi muito bom ter Mergui logo no começo. Caiu o tabu de que praia tem ser no final do programa.

O Shwe Dagon Pagoda foi o que prometia: cativou olhos e câmeras, mudou de astral quando mudou de pano de fundo, mudou de pano de fundo quando anoiteceu, e ficou mais dourado que nunca a cada minuto que passou. Aí subimos para a Golden Rock. É tudo “golden” em Myanmar. Não vimos o cabelo de buda que segura a pedra, mas vimos centenas de budistas envoltos num  frenesi de alegria e fé, talvez mais interessante que a pedra em si. Foi uma tarde gloriosa.

Voamos para Kyaing Tong. Sabe aquela conversa de que só tem três restaurantes, todos chineses, todos ruins, “preparem-se...” e tudo mais? Pois bem: todo mundo adorou o primeiro restaurante chinês que fomos, e nós acabamos comendo lá todos os dias, almoço e jantar. Todos não. Um almoço foi numa tribo, na montanha: uma quentinha recém chegada lá de baixo e uma cesta enorme de frutas. A tribo deu o OK e nós invadimos a igreja da aldeia, abrimos as janelas e almoçamos lá mesmo. Você alguma vez já almoçou numa igreja?

Depois fomos para para Kalaw e Loikaw. As mulheres “long neck” – elas são de lá, originalmente – tiveram que compartilhar nossa atenção com um monte de outras coisas: fomos num casamento, fomos no almoço dos monges num monastério e subimos num templo maluco para o por do sol. No dia seguinte entramos no Inle Lake pelo extremo sul e navegamos até o norte. Dia glorioso, competindo ferozmente com os dois dias seguintes, os clássicos do lago. Mas logo fugimos do trivial e, desta vez, de bicicleta.

Em Mandalay vimos dois dos mais belos templos de madeira já construídos. Num deles, todo mundo vai. No outro  - tem que cruzar um rio, pegar um charrete... nós odiamos, sabe? - nenhum turista vai e mal sabem o que estão perdendo. Voamos para Bagan. Mas é melhor dizer "voamos em Bagan". O balão foi o máximo. Melhor que na Jordânia, na Capadócia, e melhor que no Serengeti. Em muitos aspectos Myanmar saiu-se melhor que muito país com  fama de “bom-de-turismo”; países vizinhos inclusive. 

Para vocês que acabaram de voltar de lá, compartilho o estado geral de graça, exagero natural à parte. Para os que foram lá em outra oportunidade, saibam que sua Myanmar queridinha continua linda. E para vocês que não foram ainda, saibam que podemos ajudar. Já estamos preparando um grupo para o reveillon 2013 [saiba mais]
 





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